.Para me refazer e te refazer volto ao meu estado de jardim e sombra, fresca realidade, mal existo e se existo é com delicado cuidado. Em redor da sombra faz calor de suor abundante. Estou viva. Mas sinto que ainda não alcancei os meus limites, fronteiras com o quê? sem fronteiras, a aventura da liberdade perigosa. Mas arrisco, vivo arriscando. Estou cheia de acácias balançando amarelas, e eu que mal e mal comecei minha jornada, começo-a com um senso de tragédia, adivinhando para que oceano perdido vão os meus passos de vida. E doidamente me apodero dos desvãos de mim, meus desvarios me sufocam de tanta beleza. Eu sou antes, eu sou quase, eu sou nunca.
Clarice Lispector
Heloíza Melos-viver e simplesmente viver!
Gosto muito de escrever, e gosto muito de ler, e claro, o que é bom costumo copiar, as vezes deixo na cabeceira.A finalidade desde blog é mostrar e registrar um pouquinho de mim, do meu gosto literário, e de minha personalidade é claro! Se gostar, pode me acompanhar, adorarei ser sua amiga!rsrsrs. Heloíza
domingo, 21 de novembro de 2010
sábado, 16 de outubro de 2010
roubado de orkut alheio!rsrsr
Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!! A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade..
Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!! A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade..
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Você conhece o “Diou?
Então: a pedidos de amigos e com um gosto particular, falarei do” Diou”
Quando estávamos abatidos, o Diou cuidou de nós!
Desenganados, tristes, desnorteados, o Diou nos encheu de esperanças, com seu bom humor nos fez rir de nós mesmo se diminuiu um pouco nossa dor, o Diou nos deu um “norte”.
Quando estávamos abalados fisicamente, o Diou cuidou de nossas tremedeiras, da nossa diarréia, nossas crises de abstinência químicas de todas as espécies e nos reergueu para depois cuidar de nosso abalo psicológico.
Nós tínhamos perdido tudo, o caráter, a personalidade, a dignidade, e o Diou com sua paciência “Carmelitana”, nos reanimou, com seu exemplo, nos mostrou que podíamos reconquistar, amigos, esposas, filhos, pais emprego, enfim o mais importante , nossa dignidade!
E nós conseguimos mesmo!
O Diou tem uma receita mágica pra curar dependentes químicos, que se chama: amor, compromisso, entrega, comprometimento, carinho. Quando precisava ele usava a cada qual com suas características próprias, uma psicologia diferente, cultura adquirida com a prática, ou seja: Cada um tinha o Diou que merecia! (Risos)
Nós só temos a agradecer o Diou,
Ah... Quem é o Diou?
O Diou a quem carinhosamente apelidamos, trata-se do Dionísio da “Fazendinha Vida & Renascer”, que cuidou de nós com muito zelo, carinho e amor, que nos fez voltar a sermos homens novamente.
Que nos fez voltar a sermos bons pais
Que nos fez voltar a sermos esposos dedicados, namorados atenciosos.
Que nos fez voltar a sermos Cristãos de verdade!
O Dionísio foi quem nos pegou naquele fundão de poço e nos fez enxergar, que todo poço tem uma mola, e que essa mola é Jesus Cristo!
Se não fosse o Dionísio, lá naquela “Casa de triagem”, não teríamos prosseguido na nossa caminhada na qual ali demos nosso primeiro passo, rumo ao “re-nascimento”, foi lá na Triagem, embrião da fazendinha, que nossa caminhada começou e prossegue até hoje.
Essa é uma simples homenagem de todos os caminhantes que ainda se encontram de pé, com a Graça de Deus e de Maria de Nazaré, Mãe Santíssima!
Você Dionísio, é inesquecível, um grande e abençoado amigo e companheiro!
Os graduados que passaram por você jamais te esquecem!
Você é a maior riqueza que a “Fazendinha Vida & Renascer”, já conquistou, pois você sempre faz o possível e o impossível pra não deixar “abortar” nem uma almazinha sofredora, sem antes começar a gestação, ou seja, todo embrião que chega ali, na triagem, com o destino de renascer!
Jesus te abençoe, Proteja e guarde sempre!
Obrigada (o) mesmo!
(E desde já, feliz aniversário, falta um mês ainda mas antecipamos a homenagem viu?)
Então: a pedidos de amigos e com um gosto particular, falarei do” Diou”
Quando estávamos abatidos, o Diou cuidou de nós!
Desenganados, tristes, desnorteados, o Diou nos encheu de esperanças, com seu bom humor nos fez rir de nós mesmo se diminuiu um pouco nossa dor, o Diou nos deu um “norte”.
Quando estávamos abalados fisicamente, o Diou cuidou de nossas tremedeiras, da nossa diarréia, nossas crises de abstinência químicas de todas as espécies e nos reergueu para depois cuidar de nosso abalo psicológico.
Nós tínhamos perdido tudo, o caráter, a personalidade, a dignidade, e o Diou com sua paciência “Carmelitana”, nos reanimou, com seu exemplo, nos mostrou que podíamos reconquistar, amigos, esposas, filhos, pais emprego, enfim o mais importante , nossa dignidade!
E nós conseguimos mesmo!
O Diou tem uma receita mágica pra curar dependentes químicos, que se chama: amor, compromisso, entrega, comprometimento, carinho. Quando precisava ele usava a cada qual com suas características próprias, uma psicologia diferente, cultura adquirida com a prática, ou seja: Cada um tinha o Diou que merecia! (Risos)
Nós só temos a agradecer o Diou,
Ah... Quem é o Diou?
O Diou a quem carinhosamente apelidamos, trata-se do Dionísio da “Fazendinha Vida & Renascer”, que cuidou de nós com muito zelo, carinho e amor, que nos fez voltar a sermos homens novamente.
Que nos fez voltar a sermos bons pais
Que nos fez voltar a sermos esposos dedicados, namorados atenciosos.
Que nos fez voltar a sermos Cristãos de verdade!
O Dionísio foi quem nos pegou naquele fundão de poço e nos fez enxergar, que todo poço tem uma mola, e que essa mola é Jesus Cristo!
Se não fosse o Dionísio, lá naquela “Casa de triagem”, não teríamos prosseguido na nossa caminhada na qual ali demos nosso primeiro passo, rumo ao “re-nascimento”, foi lá na Triagem, embrião da fazendinha, que nossa caminhada começou e prossegue até hoje.
Essa é uma simples homenagem de todos os caminhantes que ainda se encontram de pé, com a Graça de Deus e de Maria de Nazaré, Mãe Santíssima!
Você Dionísio, é inesquecível, um grande e abençoado amigo e companheiro!
Os graduados que passaram por você jamais te esquecem!
Você é a maior riqueza que a “Fazendinha Vida & Renascer”, já conquistou, pois você sempre faz o possível e o impossível pra não deixar “abortar” nem uma almazinha sofredora, sem antes começar a gestação, ou seja, todo embrião que chega ali, na triagem, com o destino de renascer!
Jesus te abençoe, Proteja e guarde sempre!
Obrigada (o) mesmo!
(E desde já, feliz aniversário, falta um mês ainda mas antecipamos a homenagem viu?)
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Um dia a gente se toca!!!!!!!
Por que é preciso mudar...
despojar-se de antigos hábitos...
antigos amores...
antigos costumes...
antigos defeitos...
antigos trejeitos...
antigas manias...
antigas tendências...
falsas certezas,
falsas ilusões...
falsos amores...
falsos desejos...falsas paixões!.
Se despir disso tudo e começar vida nova!
É isso que chamam de vida!
Individualidade!
Isso é o que cada ser tem de tão maravilhoso...errar...errar,,,errar...mas um dia levantar a cabeça e ...simplesmente ....mudar!
Helô(Maria Helô loló, lolinha)kkkkkkkkkkkkk
Adoooooooooroooooooo
Por que é preciso mudar...
despojar-se de antigos hábitos...
antigos amores...
antigos costumes...
antigos defeitos...
antigos trejeitos...
antigas manias...
antigas tendências...
falsas certezas,
falsas ilusões...
falsos amores...
falsos desejos...falsas paixões!.
Se despir disso tudo e começar vida nova!
É isso que chamam de vida!
Individualidade!
Isso é o que cada ser tem de tão maravilhoso...errar...errar,,,errar...mas um dia levantar a cabeça e ...simplesmente ....mudar!
Helô(Maria Helô loló, lolinha)kkkkkkkkkkkkk
Adoooooooooroooooooo
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Relacionamentos
(Arnaldo Jabor)
Sempre acho que namoro, casamento, romance, tem começo, meio e fim. Como tudo na vida.
Detesto quando escuto aquela conversa:
- Ah, terminei o namoro...
- Nossa, estavam juntos há tanto tempo...
- Cinco anos.... que pena... acabou...
- é... não deu certo...
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou. E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos essa coisa completa.
Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível.
Tudo junto, não vamos encontrar.
Perceba qual o aspecto mais importante para você e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante... e se o beijo bate... se joga... se não bate... mais um Martini, por favor... e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer.
Não brigue, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar... ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto.
Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob pressão?
O legal é alguém que está com você, só por você. E vice-versa. Não fique com alguém por pena. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós.
Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói. Muitas vezes você vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração... Faz parte. Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo.
E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse... A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear.
E nem todo sexo bom é para descartar... ou se apaixonar... ou se culpar...
Enfim...quem disse que ser adulto é fácil ????
(Arnaldo Jabor)
Sempre acho que namoro, casamento, romance, tem começo, meio e fim. Como tudo na vida.
Detesto quando escuto aquela conversa:
- Ah, terminei o namoro...
- Nossa, estavam juntos há tanto tempo...
- Cinco anos.... que pena... acabou...
- é... não deu certo...
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou. E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos essa coisa completa.
Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível.
Tudo junto, não vamos encontrar.
Perceba qual o aspecto mais importante para você e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante... e se o beijo bate... se joga... se não bate... mais um Martini, por favor... e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer.
Não brigue, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar... ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto.
Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob pressão?
O legal é alguém que está com você, só por você. E vice-versa. Não fique com alguém por pena. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós.
Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói. Muitas vezes você vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração... Faz parte. Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo.
E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse... A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear.
E nem todo sexo bom é para descartar... ou se apaixonar... ou se culpar...
Enfim...quem disse que ser adulto é fácil ????
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Quem é o seu amante? (Jorge Bucay - Psicólogo)
" Muitas pessoas têm um amante e outras gostariam de ter um. Há também as que não têm, e as que tinham e perderam.
Geralmente, são essas últimas as que vêem ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia,
apatia, pessimismo, crises de choro, dores etc.
Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar seu tempo livre. Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança.
Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme:
'Depressão', além da inevitável receita do anti-depressivo do momento.
Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que não precisam de nenhum anti-depressivo; digo-lhes que precisam de um AMANTE!
É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu conselho.
Há as que pensam: 'Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas?!' Há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais.
Aquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico o seguinte:
AMANTE é 'aquilo que nos apaixona', é o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir.
O nosso AMANTE é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida.
Às vezes encontramos o nosso amante em nosso parceiro, outras, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis.Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho, na necessidade de transcender espiritualmente, na boa mesa, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predileto....
Enfim, é 'alguém' ou 'algo' que nos faz 'namorar' a vida e nos afasta do triste destino de 'ir levando'.
E o que é 'ir levando'? Ir levando é ter medo de viver. É o vigiar a forma como os outros vivem, é o se deixar dominar pela pressão, perambular por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que é gratificante, observar decepcionado cada ruga nova que o espelho mostra, é se aborrecer com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva.
Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã*.
Por favor, não se contente com 'ir levando'; procure um amante, seja também um amante e um protagonista
... DA SUA VIDA!
Acredite: O trágico não é morrer, afinal, a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém. O trágico é desistir de viver.. Por isso, e sem mais delongas, procure um amante ...
A psicologia, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo Transcendental:
'PARA SE ESTAR SATISFEITO, ATIVO E SENTIR-SE JOVEM E FELIZ, É PRECISO NAMORAR A VIDA.'
--
"Fácil é perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz"
Platão
" Muitas pessoas têm um amante e outras gostariam de ter um. Há também as que não têm, e as que tinham e perderam.
Geralmente, são essas últimas as que vêem ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia,
apatia, pessimismo, crises de choro, dores etc.
Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar seu tempo livre. Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança.
Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme:
'Depressão', além da inevitável receita do anti-depressivo do momento.
Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que não precisam de nenhum anti-depressivo; digo-lhes que precisam de um AMANTE!
É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu conselho.
Há as que pensam: 'Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas?!' Há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais.
Aquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico o seguinte:
AMANTE é 'aquilo que nos apaixona', é o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir.
O nosso AMANTE é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida.
Às vezes encontramos o nosso amante em nosso parceiro, outras, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis.Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho, na necessidade de transcender espiritualmente, na boa mesa, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predileto....
Enfim, é 'alguém' ou 'algo' que nos faz 'namorar' a vida e nos afasta do triste destino de 'ir levando'.
E o que é 'ir levando'? Ir levando é ter medo de viver. É o vigiar a forma como os outros vivem, é o se deixar dominar pela pressão, perambular por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que é gratificante, observar decepcionado cada ruga nova que o espelho mostra, é se aborrecer com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva.
Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã*.
Por favor, não se contente com 'ir levando'; procure um amante, seja também um amante e um protagonista
... DA SUA VIDA!
Acredite: O trágico não é morrer, afinal, a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém. O trágico é desistir de viver.. Por isso, e sem mais delongas, procure um amante ...
A psicologia, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo Transcendental:
'PARA SE ESTAR SATISFEITO, ATIVO E SENTIR-SE JOVEM E FELIZ, É PRECISO NAMORAR A VIDA.'
--
"Fácil é perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz"
Platão
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Mediunidade ou esquizofrenia?
Estudo do Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde da Universidade Federal de Juiz de Fora investiga diferenças entre experiência espiritual e transtorno mental
Ricardo Beghini
Ter visões, escutar vozes e sentir a presença de seres não visíveis são consideradas manifestações de mediunidade (capacidade humana que permite a comunicação entre humanos e espíritos), mas também podem ser interpretados como sintomas de esquizofrenia (doença mental caracterizada por alucinações). Diferenciar uma coisa da outra é o objetivo de um estudo desenvolvido pelo Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde (Nupes) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), na Zona da Mata mineira.
“Infelizmente, muitas vezes pessoas portadoras de transtornos mentais abandonam seus tratamentos médicos pensando ter apenas experiências espirituais, o que é um erro que deve ser evitado, pois podem haver graves consequências para os pacientes”, observa o orientador da pesquisa e diretor do Nupes, Alexander Moreira-Almeida. Denominada Um estudo prospectivo para o diagnóstico diferencial entre experiências mediúnicas e transtornos mentais, a investigação teve início em abril do ano passado e está na fase de coleta de dados, com conclusão prevista para o fim de 2011.
O trabalho faz parte da tese de doutorado em saúde brasileira do também professor da UFJF Adair Menezes Júnior. “A pesquisa investiga a mediunidade em um contexto espírita, não pretendendo fazer comparações com vivências semelhantes que ocorrem em outros grupos religiosos”, delimita.
A metodologia prevê a avaliação de 100 pessoas que, ao buscar ajuda em centros espíritas, são identificadas como médiuns pelos atendentes. Os indivíduos são submetidos a entrevistas que avaliam diversos aspectos psicológicos e psiquiátricos. Depois de um ano, as mesmas pessoas são entrevistadas novamente para avaliar como foi a evolução de suas vivências e das variáveis psicológicas e psiquiátricas investigadas.
“A mediunidade está presente ao longo da história em praticamente todas as civilizações, com registros de fazer parte da base de grande parte das religiões. Sendo assim, é uma experiência humana que precisa ser melhor investigada”, justifica Alexander Almeida.
Critérios Com base em pesquisas anteriores com médiuns e em uma ampla revisão da literatura, os pesquisadores identificaram nove critérios que podem ser úteis na diferenciação entre uma experiência espiritual saudável e um transtorno mental.
São eles: ausência de sofrimento psicológico, ausência de prejuízos sociais e ocupacionais, duração curta da experiência, atitude crítica (ter dúvidas sobre a realidade objetiva da vivência), compatibilidade com o grupo cultural ou religioso do paciente, ausência de comorbidades (coexistência de doenças ou transtornos), controle sobre a experiência, crescimento pessoal ao longo do tempo e uma atitude de ajuda aos outros.
A pesquisa do Nupes, que busca diferenciar mediunidade de esquizofrenia, é uma continuidade de outro trabalho do professor Alexander. Em 2001, ele verificou a saúde mental de 115 médiuns espíritas de noves centros espíritas selecionados aleatoriamente na cidade de São Paulo.
Eles foram entrevistados com base em questionários psiquiátricos padronizados, desenvolvidos pela Organização Mundial de Saúde. O estudo concluiu que os médiuns apresentaram baixa prevalência de problemas psiquiátricos e bom ajustamento social, com alta escolaridade e baixo desemprego.
Além disso, o trabalho evidenciou que a maioria dos médiuns teve o início de suas manifestações mediúnicas na infância e estas, na fase adulta, se caracterizam por vivências de influência ou alucinatórias que não necessariamente implicam diagnóstico de esquizofrenia. Outra conclusão importante da pesquisa é que a mediunidade se constitui numa vivência diferente do transtorno de personalidade múltipla.
Psicografia Em 2008, em parceria com o Centro de Espiritualidade e da Mente, da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, os pesquisadores do Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade da UFJF captaram imagens do cérebro de médiuns em dois momentos distintos: durante o ato de psicografar (capacidade atribuída a certos médiuns de escrever mensagens ditadas por espíritos) e ao escrever um texto de própria autoria, fora do estado mediúnico.
“O objetivo desse estudo é determinar se a psicografia está associada a alterações específicas na atividade cerebral e buscar compreender melhor a experiência mediúnica, identificando o padrão de ativação das diversas áreas cerebrais durante a psicografia”, explica Alexander. Foram avaliados 10 médiuns sem transtornos mentais e com experiência em psicografia. Eles foram submetidos a uma tomografia. Os resultados da pesquisa serão publicados nos próximos meses.
Estudo do Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde da Universidade Federal de Juiz de Fora investiga diferenças entre experiência espiritual e transtorno mental
Ricardo Beghini
Ter visões, escutar vozes e sentir a presença de seres não visíveis são consideradas manifestações de mediunidade (capacidade humana que permite a comunicação entre humanos e espíritos), mas também podem ser interpretados como sintomas de esquizofrenia (doença mental caracterizada por alucinações). Diferenciar uma coisa da outra é o objetivo de um estudo desenvolvido pelo Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde (Nupes) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), na Zona da Mata mineira.
“Infelizmente, muitas vezes pessoas portadoras de transtornos mentais abandonam seus tratamentos médicos pensando ter apenas experiências espirituais, o que é um erro que deve ser evitado, pois podem haver graves consequências para os pacientes”, observa o orientador da pesquisa e diretor do Nupes, Alexander Moreira-Almeida. Denominada Um estudo prospectivo para o diagnóstico diferencial entre experiências mediúnicas e transtornos mentais, a investigação teve início em abril do ano passado e está na fase de coleta de dados, com conclusão prevista para o fim de 2011.
O trabalho faz parte da tese de doutorado em saúde brasileira do também professor da UFJF Adair Menezes Júnior. “A pesquisa investiga a mediunidade em um contexto espírita, não pretendendo fazer comparações com vivências semelhantes que ocorrem em outros grupos religiosos”, delimita.
A metodologia prevê a avaliação de 100 pessoas que, ao buscar ajuda em centros espíritas, são identificadas como médiuns pelos atendentes. Os indivíduos são submetidos a entrevistas que avaliam diversos aspectos psicológicos e psiquiátricos. Depois de um ano, as mesmas pessoas são entrevistadas novamente para avaliar como foi a evolução de suas vivências e das variáveis psicológicas e psiquiátricas investigadas.
“A mediunidade está presente ao longo da história em praticamente todas as civilizações, com registros de fazer parte da base de grande parte das religiões. Sendo assim, é uma experiência humana que precisa ser melhor investigada”, justifica Alexander Almeida.
Critérios Com base em pesquisas anteriores com médiuns e em uma ampla revisão da literatura, os pesquisadores identificaram nove critérios que podem ser úteis na diferenciação entre uma experiência espiritual saudável e um transtorno mental.
São eles: ausência de sofrimento psicológico, ausência de prejuízos sociais e ocupacionais, duração curta da experiência, atitude crítica (ter dúvidas sobre a realidade objetiva da vivência), compatibilidade com o grupo cultural ou religioso do paciente, ausência de comorbidades (coexistência de doenças ou transtornos), controle sobre a experiência, crescimento pessoal ao longo do tempo e uma atitude de ajuda aos outros.
A pesquisa do Nupes, que busca diferenciar mediunidade de esquizofrenia, é uma continuidade de outro trabalho do professor Alexander. Em 2001, ele verificou a saúde mental de 115 médiuns espíritas de noves centros espíritas selecionados aleatoriamente na cidade de São Paulo.
Eles foram entrevistados com base em questionários psiquiátricos padronizados, desenvolvidos pela Organização Mundial de Saúde. O estudo concluiu que os médiuns apresentaram baixa prevalência de problemas psiquiátricos e bom ajustamento social, com alta escolaridade e baixo desemprego.
Além disso, o trabalho evidenciou que a maioria dos médiuns teve o início de suas manifestações mediúnicas na infância e estas, na fase adulta, se caracterizam por vivências de influência ou alucinatórias que não necessariamente implicam diagnóstico de esquizofrenia. Outra conclusão importante da pesquisa é que a mediunidade se constitui numa vivência diferente do transtorno de personalidade múltipla.
Psicografia Em 2008, em parceria com o Centro de Espiritualidade e da Mente, da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, os pesquisadores do Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade da UFJF captaram imagens do cérebro de médiuns em dois momentos distintos: durante o ato de psicografar (capacidade atribuída a certos médiuns de escrever mensagens ditadas por espíritos) e ao escrever um texto de própria autoria, fora do estado mediúnico.
“O objetivo desse estudo é determinar se a psicografia está associada a alterações específicas na atividade cerebral e buscar compreender melhor a experiência mediúnica, identificando o padrão de ativação das diversas áreas cerebrais durante a psicografia”, explica Alexander. Foram avaliados 10 médiuns sem transtornos mentais e com experiência em psicografia. Eles foram submetidos a uma tomografia. Os resultados da pesquisa serão publicados nos próximos meses.
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